domingo, 28 de março de 2010

O que é a ética?

Eis o início, bem humorado, de uma boa resposta:

Separar o que é bom do que é mau é aquilo de que se ocupa a ética. É igualmente o que mantém padres, especialistas e pais ocupados. Infelizmente, o que mantém as crianças e os filósofos ocupados é perguntar aos padres, especialistas e pais: Porquê?

De Thomas Cathcart e Daniel Klein, Platão e um Ornitorrinco Entram num Bar (Dom Quixote)

terça-feira, 23 de março de 2010

Falácias do optimista e do pessimista

Eis uma maneira de raciocinar falaciosa, típica do optimista:

Se P, então Q.
Mas Q seria uma chatice.
Logo, não P.

Eis uma maneira de raciocinar falaciosa, típica do pessimista:


Se P, então Q.
Mas Q seria muito bom.
Logo, não P.


No fundo, tanto o optimista como o pessimista acabam por ser preguiçosos.

terça-feira, 16 de março de 2010

O que conta como justificação?

David Hume alega que não há qualquer justificação para a nossa crença na existência do mundo exterior (de algo além dos nossos conteúdos mentais). Diz ele que não há provas irrefutáveis da existência de objectos exteriores, pois apenas temos acesso às nossas próprias percepções, que são diferentes dos eventuais objectos percebidos. Ora, a crença de que os objectos exteriores são as causas das nossas percepções é uma espécie de tiro no escuro, pelo que tal crença, considera ele, não está justificada.

Mas será que Hume tem razão? Será que uma crença só está justificada se tal crença se apoiar em provas irrefutáveis?

terça-feira, 9 de março de 2010

Valores

Ouvimos frequentemente pessoas a lamentar-se de que vivemos numa sociedade sem valores, que a juventude actual não tem valores ou que há uma crise de valores. Mas será que podemos viver mesmo numa sociedade sem valores? O que significa isso? E de que estamos realmente a falar quando falamos de crise de valores? Será que «crise de valores» e «ausência de valores» significam a mesma coisa?

terça-feira, 2 de março de 2010

Animais vs Animais

Nós, humanos, utilizamos os animais como alimento, agasalho, ou como simples cobaias em investigações com o intuito de alargarmos o nosso conhecimento. Também nos fazem companhia ou podem servir como diversão.

Todavia, será que devemos atribuir-lhes direitos ou podemos usá-los como bem entendermos?

«O homem não difere do animal senão em saber que o não é. É a primeira luz, que não é mais que treva visível. É o começo, porque ver a treva é ter a luz dela. É o fim, porque é o saber, pela vista, que se nasceu cego. Assim o animal se torna homem pela ignorância que nele nasce. »
Fernando Pessoa, A Hora do Diabo